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Transportes debate uso intensivo da bicicleta
1/11/2007 - 11h56
Por Ascom da Secretaria de Transportes

A Secretaria de Transportes debateu nesta quarta-feira (31/10) com a ANTP (Agência Nacional de Transportes Públicos) e com a ONG Transporte Ativo o projeto "Rio de Janeiro – O Estado da Bicicleta", que está sendo desenvolvido pela secretaria para estimular o uso da bicicleta como transporte complementar aos transportes de massa.

De acordo com o secretário Julio Lopes, uma das propostas do programa é a construção de bicicletários junto aos terminais de ônibus, estações de trem, metrô e barcas. Na Linha 1, a integração seria na estação Cantagalo, em Ipanema, na Zona Sul. Na Linha 2, seria nas estações da Pavuna e de Inhaúma, na Zona Norte. Com a SuperVia, a integração se daria nas estações de Belford Roxo, Gramacho e Manguinhos. Já nas Barcas seriam criados bicicletários nas estações de Cocotá, na Ilha do Governador, e em Niterói.

O programa da Secretaria de Transportes ainda está em fase de elaboração. O secretário espera apresentá-lo ao governador até final de novembro e lançá-lo oficialmente até meados de dezembro. Durante a reunião, ele lembrou que o Rio de Janeiro é a cidade que tem a maior malha cicloviária do país, mas que só é usada para lazer, não tendo característica de uso para transporte urbano.

- Essa é uma tendência mundial. Em cidades como Paris, Londres e Amsterdã, a população já desenvolveu o hábito de usar a bicicleta em deslocamentos curtos. A convivência com os outros meios de transporte é tanta que os ciclistas circulam nas faixas exclusivas para ônibus. Aqui, queremos fazer um grande programa, não só no Rio mas nos municípios do interior também, disse Lopes.

O diretor da ANTP e ex-secretário de Transportes de Campinas, Marcos Bicalho, responsável pela elaboração do programa cicloviário de Vitória e Porto Alegre, sugeriu ao secretário Julio Lopes que o projeto do Rio aborde aspectos essenciais, como gestão, regulamentação e educação do trânsito e estimule as prefeituras a participarem do ordenamento. Ações que ele considera fundamentais para o sucesso do projeto.

- É preciso criar um novo hábito, mudar o padrão de mobilidade urbana. Paralelamente às ações físicas, como construção de ciclovias e bicicletários, é preciso uma grande campanha de educação para o trânsito tanto para os motoristas quanto para os usuários de bicicletas - acentuou Marcos Bicalho.







   
 
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